A unidade microscópica que compõe os seres vivos é creditada ao inglês Robert Hooke (1635-1703). Entre as diversas observações que ele realizou, Hooke estudou finíssimas fatias de cortiça, tentando entender as propriedades de leveza e compressibilidade desse material.
Ao observar a cortiça em um microscópio de duas lentes, Hooke percebeu sua estrutura
porosa, descrevendo-a como um favo de mel que além disso lembrava pequenas
caixas não muito fundas.
A origem do termo célula
Robert Hooke usou o termo célula (do latim cellula, diminuitivo
de cella, pequeno compartimento) para
designar cada uma das microscópicas cavidades da cortiça. Sua intenção era ressaltar
a semelhança dessas cavidades com as pequenas celas de um convento ou de uma prisão.
A cortiça é um tecido morto, formado apenas pelas paredes
das células vegetais, que são muito resistentes e não se desfazem, mesmo depois
da morte das células. Ao analisar partes
vivas de plantas, Hooke percebeu que suas células não são vazias como as de
cortiça, mas preenchidas por um líquido de aparência viscosa.
As observações de Hooke foram confirmadas por outros
microscopistas da época. O trabalho dos primeiros citologistas permaneceram muito
tempo como simples observações isoladas. Somente 150 anos mais tarde, quando a
Biologia já estava mais desenvolvida, é que se chegou à conclusão de que as
células são as unidades que constituem praticamente todos os seres vivos.
REFERÊNCIAS
Amabis, José Mariano,1947-Biologia/José Mariano Amabis, Gilberto Rodrigues Martho. São Paulo: moderna, 1944.

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