an

domingo, 16 de julho de 2017

ANGIOSPERMAS

Plantas vasculares com flores e frutos

As angiospermas (do grego, angeion, "urna" ou "recipiente"; esperma, "semente") compreendem o grupo mais complexo entre os vegetais, representam as plantas dominantes do mundo. atualmente, as angiospermas estão classificadas no filo Magnolióphita, embora o termo Anthophita (do grego, anto, flor) continue a ser adotado.
As angiospermas são vasculadas ou traqueófitas, ou seja, são plantas dotadas de vasos condutores de seiva.
Apresentam características exclusivas: as flores e frutos.
Formam sementes (espermatófitas) e flores verdadeiras.
O corpo das angiospermas apresenta raiz, caule,folha(órgãos vegetativos), flor, fruto e semente (órgãos reprodutivos)

A flor
Uma flor completa é formada por três partes: o pedúnculo -Haste de sustentação que prende a flor no caule; o receptáculo - extremidade do pedúnculo, geralmente dilatada, onde se prendem os verticilos; e os verticilos - conjunto de peças (folhas modificadas ou esporófilas) geralmente disposta em círcuo.
Para o estudo dos mecanismos reprodutivos das  angiospermas, Consideraremos, inicialmente a estrutura de uma flor completa.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

GIMNOSPERMAS

Plantas vasculares com sementes que não apresentam frutos
Plantas vasculares

Englobando cerca de 700 espécies as gmnospermas, são plantas vasculares com raiz caule e folhas. Além desses órgãos aparece uma novidade:ramos do caule com folhas especializadas na produção de esporos que germinam na própria planta, originando gametófitos. Devido à presença desses órgãos reprodutores, bem diferenciados e visíveis, as gmnospermas, juntamente com as angiospermas, formam o grupo das plantas fanerógamas (fanero = visível; gamos = casamento).

As novidades evolucionárias incluem a presença de ramos no caule com folhas especializadas na produção de esporos, que germinam na própria planta e originam gametófitos, assim como a inquisição de sementes. Entretanto, outras diferenças básicas incluem a germinação dos megásporos no interior de megasporângios, que passam a denominar-se óvulos   nas espermatófitas: a fecundação independente de água do ambiente externo e o fato de que em cada megasporângio, dos quatro megásporos formado por meiose, três degeneram e um se desenvolve, ocupando o interior do óvulo.
As gimnospermas (do grego gyminus, nu; sperma, semente) são espermatófitas, ou seja, plantas cujas sementes não ficam protegidas no interior do fruto.
São fanerógamas (do grego phanero, visível), ou seja, são plantas que possuem estruturas produtoras de gametas bem visíveis, evidentes e denominam-se estróbilos. Estes representam sexos separados e denominam-se microstróbilos (masculinos) e megastróbilos (femininos), esses estróbilos ocorrem em uma mesma planta (organismo monoico) ou em plantas diferentes (organismo dioico).

O maior grupo das gimnospermas é o das coníferas, representadas por pinheiros, araucárias, ciprestes, sequoias e cedros-do-líbano. A ocorrência do grupo refere-se à ocorrência de estróbilos ou cones.


Referências

OLIVEIRA, Edson Luis de. Biologia: 2ª série. Fortaleza: Sistema Ari de Sá de ensino, 2012.

CICLO REPRODUTIVO DAS PTERIDÓFITAS

pteridófitas
Além da reprodução assexuada por fragmentação as pteridófitas apresentam um ciclo haplodiplobiôntico típico. Usaremos o exemplo o ciclo da samambaia
Na época da reprodução, os soros do esporófito se tornam pardos, e no interior dos esporângios, são produzidos esporos por meiose.
Em muitas samambaias, os esporângios têm, na parte externa, uma camada de células com um espessamento em anel. Essa camada, porém, é incompleta, deixando uma região da superfície mais frágil.

Quando o esporângio seca, a região fina se rompe, a região mais espessa se curva para traz e alguns esporos caem no solo. Se a tensão provocada pelo ressecamento desaparece, a região espessa volta para a posição original,lançando mais esporos pra longe. Os esporos são levados pelo vento, germinando ao encontrar um substrato suficientemente úmido, no qual se fixam pelos rizoides. Formam-se então o gametófito ou prótalo.
O protalo medindo cerca de 1 cm, possui anterídeos e arquegônios, nos quais se formam os gametas.Por ser pequeno o prótalo fica facilmente coberto pela água da chuva ou pelo orvalho, possibilitando a fecundação, uma vez que os anterozóides multiflagelados devem nadar até a oosfera.
O zigoto formado desenvolve-se num esporófito jovem (embrião) que, inicialmente recolhe alimento do gametófito. Mais tarde, o esporófito se torna independente e o gametófito regride. Portanto, contrariamente ao ciclo dos musgos, nas pteridófitas a fase duradoura e dominante é a do esporófito, não a do gametófito.
Nas pteridófitas homotálicas como a samambaia, o esporófito produz apenas um tipo de esporo, que germinando dá o gametófito bissexuado ou hermafrodita. Essas espécies são chamadas de isosporadas. Quando o gametófito é unissexuado, o esporófito produz dois tipos de esporos: o micrósporo, que germinando dá o gametófito masculino; e o megásporo, que germinando origina o gametófito feminino. Tais espécies recebem o nome de heterosporadas.

CICLO REPRODUTIVO DAS BRIÓFITAS

MUSGOS

Descrevemos o ciclo de vida de um musgo do gênero Polytrichum, o qual tem sexos separados e seus gametófitos haploides, com aproximadamente 5 cm de altura.
A fecundação ocorre por ocasião de chuvas ou garoas, cujas gotas, ao atingirem o ápice do gametófito masculino, fazem que os anterozoides sejam lançados a partir dos anterídeos (n), juntamente com os borrifos, para fora da planta.
Caindo no ápice de uma planta feminina, onde já existe água acumulada, esses anterozoides (n) nadam em direção às oosferas (n), atraídos provavelmente pelo líquido que se forma no canal do arquegônio (n). Ao entrar em contato com a oosfera, ocorre a fecundação, originando uma célula- ovo  ou zigoto (2n).
O zigoto desenvolve-se no interior do arquegônio e, portanto, no ápice da planta feminina. Em seguida, forma-se um embrião (2n), que dará origem ao esporófito(2n).
A cápsula possui um capuz externo denominado caliptra(n), correspondendo a uma parte do tecido haploide do arquegônio que permanece sobre a cápsula. Ao cair, a caliptra expõe o ápice da capsula, onde existe o opérculo(2n). Este, ao cair, expõe a abertura da cápsula, que apresenta uma estrutura denominada peristômio, um anel simples ou duplo de segmentos dentiformes higroscópicos situados ao redor da abertura da cápsula. Sendo higroscópicos, esses dentes absorvem umidade do ar quando o tempo está úmido, e ficam retraídos; quando o tempo está seco eles se arqueiam, separando-se uns dos outros e auxiliando na expulsão dos esporos.
Quando os esporos (n) resultantes da meiose caírem em substrato adequado, germinarão e originarão um sistema de filamentos ramificados denominado protonema (n). A formação de protonema não ocorre em todos os ciclos de briófitas, pois é mais frequente nos musgos. O protonema é haploide e, de pontos em pontos, desenvolvem-se gemas, de onde surge um gametófito a partir de cada uma. Os gametófitos crescem e amadurecem, reiniciando o ciclo.




quinta-feira, 13 de julho de 2017

PTERIDÓFITAS

PTERIDÓFITAS

Plantas vasculares sem sementes

As pteridófitas foram as primeiras plantas vasculares, nas quais um sistema condutor de fluídos eficiente, consistindo em xilema e floema, solucionou o problema ao transporte de água e sais minerais, uma questão a ser resolvida para organismos com esporófito grande, crescendo em ambiente terrestre.


  • As pteridófitas são criptógamas, ou seja, são plantas que possuem estruturas produtoras de gametas pouco evidentes - não formam flores.
  • São vasculares (traqueófitas) e apresentam tecidos especializados na condução de substâncias nutritivas (seiva bruta e elaborada) pelo organismo.
  • As pteridófitas pode apresentar tamanho reduzido (alguns centímetros); entretanto as células condutoras de água, rígidas devido à presença de lignina em suas paredes, tornou possível às pteridófitas desenvolverem um hábito ereto, para algumas espécies, tornarem-se arborescentes com alguns metros de altura, como as samambaiaçus.
  • A especialização evolutiva dos esporófitos das plantas vasculares sem sementes promoveu a diferenciação de raízes, caules e folhas (cormófitas).
  • As pteridófitas habitam preferencialmente regiões úmidas e sombreadas.São comuns espècies epífitas e também algumas espécies aquáticas, como as do gênero Salvínia, Azolla, Marsilea.
  • Apresentam gametângios (aterídeos e arquegônios) notados de camada estèril protetora contra dessecação.
  • São oogâmicas, ou seja, possuem oosferas imóveis e anterozoides multiflagelados que nadam ou são conduzidos ate a oosfera.
  • As pteridófitas sintetizam matéria orgânica, podendo servir de alimento para heterótrofos, suprindo de alimento níveis tróficos mais elevados e são importantes, também, nas sucessões ecológicas, nas quais promovem grande biodiversidade.
  • Apresentam alternância de gerações heteromórficas, tendo esporófito diploide, estruturalmente, mais complexo do que o gametófito haploide. O esporófito é dominante, mais desenvolvida, e o gametófito, também conhecido como protalo, ou é uma lâmina verde que vive na superfície do solo, apresentando rizoides, ou é subterrâneo.
REPRODUÇÃO DAS PTERIDÓFITAS 

Assexuada
Várias espécies de pteridófitas reproduzem-se assexuadamente por brotamento, a partir de gemas localizadas no rizoma, o qual vai crescendo e, de espaço em espaço, partem folhas e raízes.

 Sexuada
Os organismos que se reproduzem de forma sexuada apresentam uma grande vantagem evolucionária, a diversidade genética, matéria-prima para a seleção natural.


Referências
OLIVEIRA, Edson Luis de. Biologia: 2ª série. Fortaleza: Sistema Ari de Sá de ensino, 2012.

BRIÓFITAS PLANTAS AVASCULARES

PLANTAS AVASCULARES

As briófitas (do grego brion, musgos) são plantas pequenas e delicadas, distribuídas em todos os continentes, bem sucedidas e adaptadas aos seus ambientes.

As briófitas são distribuídas em três filos: Bryophyta (musgos), Hepatophyta (hepáticas) e Antthocerophyta (antóceros).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BRIÓFITAS


  • São plantas criptógamas (do grego: Kruptus = oculto; gámos = casamento), ou seja possuem estruturas produtoras de gametas evidentes.
  • São plantas avasculares (atraqueófitas), ou seja, não desenvolvem tecidos vasculares, xilema e floema.
Algumas espécies de musgo possuem tecidos condutores de seiva, que são diferentes dos tecidos condutores das plantas vasculares.

Nas briófitas a seiva é conduzida de célula à célula, por processos passivos lentos denominados osmose e difusão, consequentemente constituem plantas de pequeno porte, onde a maioria não ultrapassam 5 cm de altura.

REPRODUÇÃO DAS BRIÓFITAS 

Assexuada

Por fragmentação (propagação vegetativa), nesse tipo de reprodução pequenos fragmentos ou partes de tecidos formam um gametófito completo, como ocorre em hepáticas e antóceros, que crescem por expansão das bordas do seu corpo taloso, os quais em algumas ocasiões podem partir, originando novos indivíduos.
Outro meio de reprodução assexuada é a produção de gemas - corpos multicelulares que originam novos gametófitos, ocorre na hepáticas e nos musgos.

Sexuada

Envolve a produção de anterídeos e arquegônios, frequentemente em gametófitos femininos e masculinos separados. Em cetas espécies de briófitas, a geração gametofítica pode ser composta por plantas que produzem gametas masculinos e femininos em um mesmo indivíduo (hermafroditas).

Referências

OLIVEIRA, Edson Luis de. Biologia: 2ª série. Fortaleza: Sistema Ari de Sá de ensino, 2012.

domingo, 30 de abril de 2017

A DESCOBERTA DA CÉLULA


A unidade microscópica que compõe os seres vivos é creditada ao inglês Robert Hooke (1635-1703). Entre as diversas observações que ele realizou, Hooke estudou finíssimas fatias de cortiça, tentando entender as propriedades de leveza e compressibilidade desse material.
Ao observar a cortiça em um microscópio  de duas lentes, Hooke percebeu sua estrutura porosa, descrevendo-a como um favo de mel que além disso lembrava pequenas caixas não muito fundas.

A origem do termo célula


Robert Hooke usou o termo célula (do latim cellula, diminuitivo de cella, pequeno compartimento) para designar cada uma das microscópicas cavidades da cortiça. Sua intenção era ressaltar a semelhança dessas cavidades com as pequenas celas de um convento ou de uma prisão.
A cortiça é um tecido morto, formado apenas pelas paredes das células vegetais, que são muito resistentes e não se desfazem, mesmo depois da morte das células.  Ao analisar partes vivas de plantas, Hooke percebeu que suas células não são vazias como as de cortiça, mas preenchidas por um líquido de aparência viscosa.

As observações de Hooke foram confirmadas por outros microscopistas da época. O trabalho dos primeiros citologistas permaneceram muito tempo como simples observações isoladas. Somente 150 anos mais tarde, quando a Biologia já estava mais desenvolvida, é que se chegou à conclusão de que as células são as unidades que constituem praticamente todos os seres vivos.


REFERÊNCIAS

Amabis, José Mariano,1947-Biologia/José Mariano Amabis, Gilberto Rodrigues Martho. São Paulo: moderna, 1944.

A INVENÇÃO DO MICROSCÓPIO

A invenção do microscópio é atribuída a Hans Janssen e a seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos que viveram no século XVI.

terça-feira, 25 de abril de 2017

CITOLOGIA: O ESTUDO DAS CÉLULAS

Citologia(do grego kytos, célula, e logos, estudo) é a parte da biologia que se ocupa do estudo das células. Sua história começou com a invenção do microscópio, aparelho capaz de aumentar a imagem de pequenos objetos; as células são geralmente pequenas demais para serem vistas a olho nu.

BIOLOGIA A ORIGEM DA VIDA

A palavra biologia deriva de duas outras: bio, que significa vida, e logos, que significa estudo. Assim, biologia significa "estudo da vida".
A Biologia é uma ciência muito ampla, que se preocupa com o estudo de todos os seres vivos e procura compreender os mecanismos que regem a vida.
O estudo dessa ciência pode ser feito em vários níveis de organização dos seres vivos, desde o molecular - analisando as moléculas que formam o corpo dos organismos - até o das relações entre os seres vivos, e entre eles e o mundo não vivo.

REFERÊNCIAS
Lopes, Sônia.Biologia - volume único. São Paulo: Saraiva, 2005.