Descrevemos o ciclo de vida de um musgo do gênero Polytrichum, o qual tem sexos separados e seus gametófitos haploides, com aproximadamente 5 cm de altura.
A fecundação ocorre por ocasião de chuvas ou garoas, cujas gotas, ao atingirem o ápice do gametófito masculino, fazem que os anterozoides sejam lançados a partir dos anterídeos (n), juntamente com os borrifos, para fora da planta.
Caindo no ápice de uma planta feminina, onde já existe água acumulada, esses anterozoides (n) nadam em direção às oosferas (n), atraídos provavelmente pelo líquido que se forma no canal do arquegônio (n). Ao entrar em contato com a oosfera, ocorre a fecundação, originando uma célula- ovo ou zigoto (2n).O zigoto desenvolve-se no interior do arquegônio e, portanto, no ápice da planta feminina. Em seguida, forma-se um embrião (2n), que dará origem ao esporófito(2n).
A cápsula possui um capuz externo denominado caliptra(n), correspondendo a uma parte do tecido haploide do arquegônio que permanece sobre a cápsula. Ao cair, a caliptra expõe o ápice da capsula, onde existe o opérculo(2n). Este, ao cair, expõe a abertura da cápsula, que apresenta uma estrutura denominada peristômio, um anel simples ou duplo de segmentos dentiformes higroscópicos situados ao redor da abertura da cápsula. Sendo higroscópicos, esses dentes absorvem umidade do ar quando o tempo está úmido, e ficam retraídos; quando o tempo está seco eles se arqueiam, separando-se uns dos outros e auxiliando na expulsão dos esporos.
Quando os esporos (n) resultantes da meiose caírem em substrato adequado, germinarão e originarão um sistema de filamentos ramificados denominado protonema (n). A formação de protonema não ocorre em todos os ciclos de briófitas, pois é mais frequente nos musgos. O protonema é haploide e, de pontos em pontos, desenvolvem-se gemas, de onde surge um gametófito a partir de cada uma. Os gametófitos crescem e amadurecem, reiniciando o ciclo.


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